segunda-feira, 19 de julho de 2010

ele (...)

Ele quer um vidro para prendê-la, um quadro para emoldurá-la. Ele quer um lugar sossegado longe de todos os problemas, longe das más línguas. Ele quer fugir. Ele quer "ele e ela" com a incerteza confortável. Ele quer uma vida longa, mas hoje vive longas noites em uma vida curta. Ele quer acreditar nela, quer encontrar nela o que nele não dá certo.
Aí, quem sabe algum dia, ele poderá acreditar em si próprio antes de perguntar porque elas não acreditam. Mas esse dia chegará tarde... Em algum momento de lucidez, ele terá olhado ao seu redor e visto que não construiu o sossego no campo, que não pegou na mão dela e seguiu seu caminho, mas construiu o sossego em sua vida.
Ele sempre gostou da cidade, do caos, dos problemas a serem resolvidos ou deixados de lado e até mesmo do engarrafamento no fim da tarde. Mas ele esquece que quem se preocupa demais com as pequenas coisas, deixa de viver.
Ele não percebeu, mas o sossego que estará sentindo não será de paz, será o fruto da rotina.

13:45

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