"A vida é a arte do encontro, embora hajam tantos desencontros nessa vida" Vinícius de Moraes
sexta-feira, 30 de julho de 2010
For you
Eu sei porque o coração bate, me perguntariam sobre isso e não teria resposta. Eu sei por isso, a alma avisa o corpo e então eu tomo consciência. Antes era novidade, não entendia, mas tinha certeza. Não tenho certeza, nem incerteza, nem confiança, nem muitas perguntas. Toda noite tem lua, todo céu fica bonito, toda tarde traz lembranças. Deixa ir.
22:49
(-Estranho isso, não pensava nela enquanto escrevia. Às vezes, mesmo quando distraídos ou envolvidos com outros pensamentos, o nosso inconsciente fala. Ele exibe o que nos aflige, o que rouba nosso sono, tira nossa atenção.
Eu falava de coisas boas, mas não imaginava que fazendo isso libertaria o lado bom da parte ruim). Não sei se isso te faz entender...
"I'm deep deep..."
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Oi.
Ela me vê chegar em casa e tranquiliza até o transito atrasado, acha graça da situação, mal sabe ela o motivo. Se soubesse seria desespero, perguntas por nada, sem nem entender o porquê das falas. É uma fita gravada, tão profundo que não pausa pra me ouvir.
21:38
21:38
terça-feira, 27 de julho de 2010
Laura. Na dor da perda, deve ser amor.
Isso tudo é muito injusto. Não o fato dela ter partido ou eu ter deixado de dizer inúmeras coisas importantes pra ela, mas é injusto esse nosso corpo. Essa nossa pele sobre ossos que insistem em estampar em capas de revistas, nas fotos, fotos que eu mesma tenho no meu álbum, como se significasse alguma coisa nisso tudo, como se fizessem alguma diferença. Importa só o que tem dentro, não adianta nada o que tem por fora se não transmite coisas boas o interno. Mas não, a gente depende desse corpo físico pra muita coisa, inclusive estar vivo, isso é injusto. Não vou pensar que ela deveria estar aqui embora eu a consiga ver nitidamente entrando pela porta de qualquer lugar, descendo as escadas do colégio, ela rindo, conversando e sendo ela mesma com as manias e os defeitos que só ela tinha. Queria que a nossa alma falasse, sei que ela fala, mas enquanto vivos aqui precisamos de um intermediário, esse é o nosso corpo. Mas sozinho ele não significa nada, ninguém mantém vivo ou fica feliz de ter alguém em vida vegetal, o que há dentro não se manifesta. Eu só quero ter esperança, saber em algum sonho, em algum dia daqui a uma semana ou em cinquenta anos, que ela me receba do lugar que hoje ela está e tudo vai ficar bem. Me conforto em saber que ela expermentou um pouco de cada sensação, foi embora no auge, na idade em que todas as aflições e alegrias são intensas assim como a vida é. Foi rodeada de amigas e amigos até o último segundo, amores e incertezas, assim como a vida é, cheia e sozinha. Fez feliz quem abraçou, fez rir quem a conheceu, cativava a todos mesmo quando implicante, sapeca ela era. Uma apaixonada, é o que define alguém tão intenso. Vivia cada segundo como o único. Sorria sempre, guardava pra ela seus segredos, suas culpas, suas invejas e qualquer coisa que atrapalhasse o seu dia. Discutia tanto comigo que consigo ver ela braba ainda. Mas deve ser amor.
Eu nunca disse que ela era perfeita, pelo contrário, não era fácil conviver com essa pequena, mas eu nunca imaginei que fosse tão difícil de viver sem ela.
Deve ser amor.
02:55
28\07
Eu nunca disse que ela era perfeita, pelo contrário, não era fácil conviver com essa pequena, mas eu nunca imaginei que fosse tão difícil de viver sem ela.
Deve ser amor.
02:55
28\07
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
só por falar
22/07, Quinta-feira
00:14
quando eu me deito quando a casa fica vazia quando eu me sinto vazia quando a luz se apaga quando só resta a baga, certos lugares não saem do pensamento, ele os prende.
00:14
quando eu me deito quando a casa fica vazia quando eu me sinto vazia quando a luz se apaga quando só resta a baga, certos lugares não saem do pensamento, ele os prende.
?
22/07, Quinta-feira
00:06
(...) Eu não quero acreditar em cada palavra que ouço, porque eu sei, elas tem um prazo de validade a cumprir. As coisas acontecem na hora que devem acontecer e duram o tempo que tem que durar. Mesmo que insistam no contrário, sei que certos laços não se desfazem, que não há limite de tempo, mas incomoda sentir que o imaginado não acontece. A hora certa que se dane, que hipocrisia do destino falar em hora certa enquanto nos diz: arrisquem.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
não quero nada
Tenho vergonha de lembrar certas coisas, recordar invernos, reler alguma carta perdida. Coisas que não fazem sentido algum, que foram impulsivas, aumentadas.
Mas ainda assim foram reais, deixaram marcas, cheiros, gostos, gestos, fotos, perfumes, abraços. Nada disso quero hoje, disso tudo eu quero só a distância.
(Acho que o frio torna as pessoas mais pensativas).
23:57
Mas ainda assim foram reais, deixaram marcas, cheiros, gostos, gestos, fotos, perfumes, abraços. Nada disso quero hoje, disso tudo eu quero só a distância.
(Acho que o frio torna as pessoas mais pensativas).
23:57
terça-feira, 20 de julho de 2010
a beautiful mess, jason mraz
"Bem, há um tipo de dor nas palavras que você escreve
Tipo que se transformam em facas
E não me importo meu nervo pode chamá-lo de ficção
Porque eu gosto de ser submergido em suas contradições querida
Porque aqui estamos, aqui estamos nós
Embora você seja tendenciosa, eu amo seus conselhos
Suas voltas são rápidas
E provavelmente tem haver com suas inseguranças
Não há vergonha em ser louco,
dependendo de como você encara isso..."
Tipo que se transformam em facas
E não me importo meu nervo pode chamá-lo de ficção
Porque eu gosto de ser submergido em suas contradições querida
Porque aqui estamos, aqui estamos nós
Embora você seja tendenciosa, eu amo seus conselhos
Suas voltas são rápidas
E provavelmente tem haver com suas inseguranças
Não há vergonha em ser louco,
dependendo de como você encara isso..."
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Eu tenho medo da rotina.
Eu tenho medo da repetição, dos horários marcados, dos encontros planejados. Eu tenho medo de gostar desse lugar, tenho medo de me apegar a ele e não sair pra caminhar. Eu tenho medo de ficar, se ficar eu tenho medo de não soltar.
Tenho medo de gostar de todo pôr-do-sol, gostar de assistir o movimento e dele não participar. Ser é participar, eu tenho medo de não ser, tenho medo de apenas estar. Tenho medo de me esconder, de te deixar passar. Tenho medo do temporário. Tenho medo do final, porque eu me vicio no começo.
14:14
Tenho medo de gostar de todo pôr-do-sol, gostar de assistir o movimento e dele não participar. Ser é participar, eu tenho medo de não ser, tenho medo de apenas estar. Tenho medo de me esconder, de te deixar passar. Tenho medo do temporário. Tenho medo do final, porque eu me vicio no começo.
14:14
ele (...)
Ele quer um vidro para prendê-la, um quadro para emoldurá-la. Ele quer um lugar sossegado longe de todos os problemas, longe das más línguas. Ele quer fugir. Ele quer "ele e ela" com a incerteza confortável. Ele quer uma vida longa, mas hoje vive longas noites em uma vida curta. Ele quer acreditar nela, quer encontrar nela o que nele não dá certo.
Aí, quem sabe algum dia, ele poderá acreditar em si próprio antes de perguntar porque elas não acreditam. Mas esse dia chegará tarde... Em algum momento de lucidez, ele terá olhado ao seu redor e visto que não construiu o sossego no campo, que não pegou na mão dela e seguiu seu caminho, mas construiu o sossego em sua vida.
Ele sempre gostou da cidade, do caos, dos problemas a serem resolvidos ou deixados de lado e até mesmo do engarrafamento no fim da tarde. Mas ele esquece que quem se preocupa demais com as pequenas coisas, deixa de viver.
Ele não percebeu, mas o sossego que estará sentindo não será de paz, será o fruto da rotina.
13:45
domingo, 18 de julho de 2010
O Mar
Acho que na imensidão a gente perde um pouco de tudo, ganha um pouco de amor. Renasce um pouco na vida.
18/07, Domingo
05:21
Do que adianta minhas pernas se moverem se minha mente paralisou em outro tempo? Os pensamentos atraem, às vezes me esqueço. Estranha essa minha forma de demonstrar, de guardar o que te dizer, de sobrar olhares pra me traduzir.
18/07, Domingo
05:08
"Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer" - los hermanos
quinta-feira, 15 de julho de 2010
É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve.
"No fundo, Deus quer que o homem desobedeça. Desobedecer é procurar."
"A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace."
"Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos."
Victor Hugo
"No fundo, Deus quer que o homem desobedeça. Desobedecer é procurar."
"A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace."
"Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos."
Victor Hugo
terça-feira, 13 de julho de 2010
Feche os olhos, de verdade.
Venho tentando tirar de mim aquilo que poucos sabem, aquilo que se vê mas não se toca, apenas se sente. Tentam decifrar pelo pouco que conhecem.
Não tocando eu não me envolvo. Por mais que minha mente esteja comprometida, enquanto meu corpo andar em direção contrária a ela, o caminho de volta se torna mais fácil.
Eu apenas ajo, não penso antes, se pensar muito eu volto. Eu apenas sigo o que me mostram sem que eu demonstre saber ou senti-los. É como o vidro do carro quando embassa, como quando fechamos os olhos e prestamos atenção naquilo que de olhos abertos não ouviríamos atentamente.
Feche os olhos;
Quando não nos preocuparmos com o que aparece na foto,
Quando não nos entregarmos ao que os outros enxergam,
Quando não nos importarmos com o que tentamos esconder,
É quando iremos refletir por fora aquilo que nesse momento dentro de nós habita..
14:56
13/07
domingo, 11 de julho de 2010
Cuide bem do seu amor - Paralamas
A vida sem freios me leva,
me arrasta,
me cega,
No momento que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo,
A palavra que destrói o amor,
Quando tudo ainda estava inteiro,
No instante que desmoronou.
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo.
Há um segundo, tudo estava em paz..
me arrasta,
me cega,
No momento que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo,
A palavra que destrói o amor,
Quando tudo ainda estava inteiro,
No instante que desmoronou.
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo.
Há um segundo, tudo estava em paz..
sexta-feira, 9 de julho de 2010
lendo Clarice Lispector..
"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: eu quero uma verdade inventada."
"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam."
"...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda."
"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."
"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever."
quinta-feira, 8 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
no início
Eu tenho certeza de nada. Se a cada dia o sol ilumina um novo lugar, é tudo mutável. Tudo está em constante movimento. O amor de ontem hoje vira vaidade, a inocência de ontem hoje vira ilusão. Aos olhos de quem apenas observa, nada faz sentido.
Os dias se prolongam, enquanto cada palavra é guardada, cada sentimento escondido. É tudo descuidadamente disfarçado.
É o velho teatro vivo, dando início ao que temos apenas uma certeza; terá um final.
10:13
would
O que seria da saudade sem a repetição? O que seria da paixão sem esse medo de se perder? Faríamos de nós, acostumados pela convivência. Seriam toques de bom dia, carinhos de boa noite, seria chato, seria monótono, seria amor.
10:06
"Não era amor, era melhor." - Divã
10:06
"Não era amor, era melhor." - Divã
terça-feira, 6 de julho de 2010
Desenrolando
Domingo, 04/07
19:57
19:57
As perguntas me fazem companhia, colocam à prova o que até ontem eu tinha como resposta. Mostram os erros, os acertos, revelam o acaso que causou o desenrolar dos fatos.
As perguntas tranquilizam, preocupam. Não entendo pelo que meu coração acelera, por quem meu coração acelera. Também não sei o que me atrai, o que me trai, quem atraio, quem eu traio.
Olhares, sentimentos, sensações, algumas não explico. Eu apenas acredito.
Em um caminho tão incerto sobre o amanhã, certas perguntas já não me fazem falta.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Maria Gadú - Encontro
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo,
Que é pra gente não perder
A graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim.
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixe estar
Que o que for pra ser,
Vigora.
Eu sou tão feliz,
Vamos dividir
Os sonhos que podem transformar o rumo da história
Vem logo.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
mãos e pés, boca e corpo, olhos e alma.
Por quantos corpos passaram nossas almas?
Por quantos lugares nossos corpos já passaram?
Quantos corpos nossas almas já amaram?
Quantas almas já amaram nossos corpos?
Quantas vezes nossos olhares se cruzaram com nossos pensamentos?
Por quantas vezes nos fizemos de pele, apenas pele, e toques?
De quantos cuidados já descuidamos?
Quantas vezes nossas bocas já disseram amar o corpo enquanto amavam sua alma?
Certas horas o certo é olharmos pra trás, senão perdemos o rumo do caminho..
18:19
ticparalisatac
A ação do tempo curva nossos corpos enquanto nossa mente rejuvenesce nas escolhas, tornando diretas como antes eram nossos impulsos.
18:08
Só entendemos um caminho quando o percorremos. De nada valem demonstrações.
18:09
18:08
Só entendemos um caminho quando o percorremos. De nada valem demonstrações.
18:09
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