segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

L., Faz de conta que é pra ti.

É tão fácil ir embora. Sempre foi assim, fugir primeiro e pensar depois.
Por tua causa, pelas palavras da saudade dele, eu me lembro das coisas que nunca deveria ter esquecido. Venho escrevendo dentro de mim, todo dia quando levanto, o valor de cada palavra e o quanto pesa cada atitude. Não sei qual era teu propósito ao ir tão cedo, mas deixou milhares de perguntas e respostas pelo nosso caminho. Parece que vem pendurando nos nossos pensamentos avisos, deixando nos nossos sonhos conforto. Já não sei se te procuro por saudade, ou se invado teu espaço pra completar minha carência, meu egoísmo natural. Tem certos dias que eu não quero acreditar, outros eu me imagino no teu lugar, então eu gravo a sensação pra fazer valer cada segundo que até antes de ti eu desperdiçava. O fácil é chorar, é sentar sozinho, é ficar lembrando e não querer aceitar. O fácil é pedir pra voltar, fugir, não tentar resolver, ignorar. É fácil não raciocinar. O difícil é entender que o sol nasce toda manhã, que quem vai pra chuva volta molhado, que quem não anda perde oportunidades e que quem não aceita a vida é deixado pra trás.
Eu não me importo de fazer o caminho mais longo,
não fico triste por andar devagar,
eu só tenho medo
de que no final de tudo,
nada tenha feito sentido.
20:30

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